As ideias políticas de Rosa Luxemburgo

Conheci Rosa Luxemburgo em uma aula de história na 8ª série, com 15 anos. Na verdade não foi bem um conhecer, foi mais um “entrar em contato pela primeira vez”. Mesmo porque, até hoje não conheço Rosa por inteiro – se é que é possível conhecer alguém por inteiro. Mas anseio conhecê-la ao máximo.

Bom, ela nasceu em 5 de março de 1871, no que veio a se chamar Polônia, e morreu em 15 de janeiro de 1919, assassinada por traidores. Nesses 48 anos muita coisa aconteceu.

Rosa era de família judia, sendo assim, não escapou do anti-semitismo. Rosa se tornou doutora em uma época em que poucas mulheres chegavam à universidade. Rosa foi a representante mais importante das posições antimilitaristas e internacionalistas do Partido Social-Democrata Alemão.

Em 1889, ameaçada de prisão por causa das suas atividades, fugiu para a Suíça e entrou para a Universidade de Zurique (uma das poucas que aceitavam mulheres). Em agosto de 1893, aos 22 anos de idade, apareceu pela primeira vez no movimento internacional dos trabalhadores no III Congresso Internacional de Trabalhadores Socialistas em Zurique, com um discurso querendo um mandato para si mesma – o que foi recusado naquele momento. Estudou ciências naturais, direito e economia política. Em 1897 completou seu doutorado, sendo a única mulher a obter esse título entre xs colegas de universidade.

Em 1898 ela foi para a Alemanha e um casamento forjado fez com que ela obtivesse a cidadania alemã. Rosa passou a lutar na social-democracia alemã. De dezembro de 1905 a março de 1906 participou da revolução na Polônia ocupada pelos russos, foi presa, e libertada sob fiança em junho de 1906. De volta a Berlim, levou as experiências da revolução russa de 1905-1907 para a classe operária alemã, defendeu a greve política de massas como um instrumento de luta revolucionária e tornou-se conhecida como líder de esquerda.

Em 1907, no Congresso da Internacional Socialista, desenvolveu com Lenin e Martov um programa de oposição à guerra do movimento internacional dos trabalhadores. De 1907 a 1914 trabalhou como conferencista na escola do Partido Social-Democrata em Berlim.

Em fevereiro de 1914,foi condenada à prisão pelos discursos contra a guerra. No final de 1915 fundou, junto com Karl Liebknecht, o grupo Internacional, do qual nasceu o grupo Spartacus em 1916.

De julho de 1916 a novembro de 1918, Rosa ficou presa em Berlim, Wronke e Breslau. Em 1917 apoiou com artigos escritos na prisão as revoluções de fevereiro e outubro na Rússia. Em 1922 o artigo “Sobre a revolução russa” veio a público, mostrando o seu alerta contra uma ditadura bolchevique.

Foi libertada em novembro de 1918 e junto com Karl Liebknecht publicou o jornal Bandeira Vermelha e, na virada de 1918/1919, estava entre os fundadores do Partido Comunista Alemão (KPD).

Em janeiro de 1919 Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht foram assassinados em Berlim por oficiais e soldados das unidades militares contra-revolucionárias.

Mas esses são apenas dados cronológicos. Rosa ainda tem muito a me dizer. Ontem foi o primeiro dia do Curso “As ideias políticas de Rosa Luxemburgo”, na Fundação Rosa Luxemburgo, em Pinheiros. Quando você se apaixona pela Rosa Luxemburgo é impossível se desapaixonar. Nesses quase 10 anos que a conheço, nunca estive tão próxima dela.

PS.: E tudo fica ainda melhor com ela fazendo o curso comigo.

As ideias políticas de Rosa Luxemburgo

rosa vermelha

A93 anos se passaram, mas Rosa Luxemburgo continua atual. em 15 de janeiro de 1919, ela foi espancada e assassinada por um grupo de direita. seu corpo foi jogado em um rio e encontrado apenas 5 meses depois. os assassinos nunca foram punidos.
Rosa foi uma das principais revolucionárias marxistas do século XIX. para ela, a massa não é apenas objeto da ação revolucionária; é sobretudo sujeito. Rosa não acreditava que a conquista do poder de Estado baste para transformar a sociedade, e por isso defendia a ideia de que tomar o poder e mudar o mundo são dois momentos inseparáveis de um só processo. Para ela, não basta derrubar o poder oficial no centro e substituí-lo por algumas dúzias de homens novos, é preciso trabalhar de baixo para cima, conquistar o poder político não por cima, mas por baixo. o que importa é a transformação econômica, política e cultural da sociedade levada a cabo pela ação (organizada e consciente, mas também espontânea, inconsciente) das massas populares.
“POR UM MUNDO ONDE SEJAMOS SOCIALMENTE IGUAIS, HUMANAMENTE DIFERENTES E TOTALMENTE LIVRES”! – Rosa Luxemburgo (5 de março de 1871 – 15 de janeiro de 1919)

rosa vermelha

Grandpa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ah, como o Edimilson alegra meus dias aqui na Redação! Dá aquela vontade de ser neta dele, daquelas que quando chega o domingo, vai visitá-lo para ouvir as suas histórias. Ontem eu estava com o livro “O Falso Princípio da Nossa Educação”, do Max Stirner, na minha mesa. Ele passou, me cumprimentou, perguntou do meu pulso e pegou o livro para dar uma olhada. Como esse mundo é um ovo, ele identificou assim que abriu a obra, que o tradutor era o Plínio Augusto Coêlho, que trabalhou com ele na Editora Imaginário. Conversamos sobre a visão anarquista do Stirner e sobre como essa editora publica livros interessantes. O catálogo deles é bem enraizado na política.

Hoje, fui buscar no Correio o “Reforma ou Revolução?” da minha queridíssima Rosa Luxemburgo, indicação do também queridíssimo Claudio Arantes, meu professor de Ciência Política. Como de praxe, coloquei o livro em cima da mesa. Há poucos minutos, o ( já queridíssimo) Edimilson passou, me cumprimentou, perguntou do meu pulso e pegou o livro para dar uma olhada. Descobri que ele também é fã da Rosa! Disse que ainda não leu esse livro, então pediu para eu anotar o nome, a editora e o tradutor para que ele possa adquirir um exemplar também. Ainda me indicou uma livraria marxista – deixando bem enfatizado que ele não é marxista, apesar de gostar das ideias do Marx – , disse que a Livraria Cultura do shopping Market Place é a melhor, que gosta bastante da Martins Fontes por só vender livros e que não suporta a FNAC da Avenida Paulista.

Ah, Edimilson, o senhor não quer me adotar como neta não? Prometo ficar horas e horas ouvindo seus causos e conversando contigo sobre Rosa Luxemburgo, anarquismo, educação e afins. Please?! Já até me vejo te chamando de avô. Please? Please? Please?

Grandpa