Ei Dead Fish, vai tomar no cú

Eis que saio da Livraria Cultura, do Conjunto Nacional, caminho em direção ao parque Trianon e ao esperar o semáforo abrir para atravessar a rua, quem avisto do outro lado? Rodrigo. Sim, o Rodrigo do Dead Fish.

Conheço a banda desde os meus 13 anos e sou imensamente apaixonada pelo som dos caras. Lembro da época dos shows no Hangar110 onde eu me enfiava junto com os moleques no bate cabeça e saia toda roxa. Isso antes deles começarem a ter clipe passando na MTV e se tornarem uma banda mais conhecida na mídia.

Mas voltemos ao Rodrigo: ele foi minha paixão platônica durante os primeiros anos da minha adolescência. Cantava numa banda de hardcore, tinha uma visão política fudida, era vegetariano, tatuado, torcia pro Juventus da Mooca… Impossível seria se eu não tivesse me apaixonado por ele. Eu me controlava nos shows para não gritar algo como “Rodrigo, casa comigo”! Cheguei até a ficar amiga da Giovanna, a namorada dele na época, só para me aproximar do cara. Mas eu era uma pivete vivendo uma paixão platônica. Claro que não deu certo.

Mas ao encontrá-lo na Paulista nesse dia, ter conversado com ele, trocado e-mail e números de celular, uma coisa é certa: tenho por ele uma admiração enorme que nunca vai passar.

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Ei Dead Fish, vai tomar no cú