São Paulo is burning

pensa em um ato grandioso, tanto pela quantidade de pessoas quanto pelas ações diretas. foi o que aconteceu ontem no Grande Ato Contra o Aumento da Passagem.

5 mil pessoas foram às ruas protestar. 5 mil vozes ecoando o mesmo grito.

estar ali foi uma experiência quase transcendental. arrepia a pele. deixa os olhos cheios d’água.

nunca tinha estado em um ato tão lindo. barricadas! BARRICADAS por todo lugar. são paulo (ou ao menos uma parte dele) pegando fogo contra o aumento da passagem, contra a repressão policial, contra tudo aquilo que nos oprime.

apenas algumas palavras para quem ainda não entendeu:

‘depredação’ é o processo evolutivo de qualquer manifestação desde sempre na história das civilizações. acelera os processos de colapso do sistema, seja na escala do sistema produtivo, seja na escala do sistema de representação de uma gestão; mas tem um porém: depredar pequenos comércios (bancas de jornais, lojinhas…) e atentar contra a vida de outras pessoas não é desobediência civil, é estupidez. então não confundam ‘depredação’ dentro do contexto de luta com depredação estúpida.

ah, e a grande mentira da dominação do estado é fazer acreditar que só ele detém o direito à violência.

E HOJE TEM MAIS! 17H NO LARGO DA BATATA, EM PINHEIROS! AMANHÃ VAI SER MAIOR!

São Paulo is burning

Ato “Copa para quem?”

copa pra quem?

Pra quem não sabe, sou do Comitê Popular da Copa SP. Amanhã teremos nosso grande Ato “Copa Para Quem?” VEEEEEM!

O Comitê Popular da Copa SP – grupo aberto de articulação e resistência contra impactos e violações de direitos humanos da Copa do Mundo de 2014 em São Paulo- e os mais de 50 movimentos sociais, organizações e coletivos que assinam o manifesto “COPA PARA QUEM?”, convidam a todxs para o ato:
“Copa pra Quem?”, dia 1º de dezembro, às 13 horas, com concentração em frente à Ocupação da Rua Mauá, nº 340.
Desde que o Brasil foi anunciado sede da Copa do Mundo de 2014, diversos impactos têm sido sentidos pela população: remoções forçadas de milhares de  pessoas de suas casas, sem alternativa de moradia digna, para dar lugar a  obras viárias que nem sequer foram discutidas com a população – estima-se que serão mais de 170 mil famílias retiradas de suas casas; incêndios criminosos em favelas; expulsão da população em situação  de rua do centro da cidade… tudo isso em um violento processo de limpeza social. Nas obras, a precarização dos  direitos e condições de trabalho daqueles que constroem a cidade, e nas  ruas, a perseguição aos trabalhadores ambulantes, impedidos de trabalhar. Assistimos a um processo de militarização da cidade através de operações policiais que têm como alvo criminalizar, reprimir e exterminar indivíduos – especialmente pobres, negros e periféricos, e movimentos sociais.
Além destes impactos, a Lei Geral da Copa aprovada em maio deste ano entra em vigor neste dia 01/12, em razão do sorteio das chaves da Copa  das Confederações da FIFA em São Paulo. Isso significa que será demarcada uma área de exclusão, em que a prefeitura de São Paulo abdica de sua autoridade em favor da FIFA, que controlará o acesso em um raio de dois quilômetros em torno de todos os locais de eventos até o final de 2014, incluindo ruas, avenidas, e todos os equipamentos públicos que houver na região. Esta medida fere direitos e liberdades constitucionais, como o direito de ir e vir em espaço público, e a competência municipal para regular esse espaço.
Em vez de ser motivo de celebração do esporte  mais popular do país e melhoria na vida das pessoas da cidade, a  preparação para este megaevento tem sido utilizada para aumentar,  acelerar, e intensificar violações de direitos humanos por toda a  cidade. Nos estádios, ingressos caros elitizam o acesso ao espetáculo e às manifestações da cultura do futebol: o ingresso mais barato não sairá por menos de R$ 57 e bandeiras e instrumentos foram proibidos dentro dos estádios. Serão mais de 30 bilhões de reais, vindos dos cofres públicos, investidos em obras para um evento que será acessível a poucos e que tanta falta faz nas áreas da saúde, educação, moradia, transporte e no próprio esporte. Com o crescimento do turismo devido à Copa, cresce também a exploração sexual de mulheres e crianças e o tráfico de pessoas.
Pensando  nesses impactos e na possibilidade de uma organização popular para resistir e  fazer o contraponto a este processo, entendendo que a cidade e o futebol são do povo e não de entidades privadas como a FIFA ou  a CBF, corporações como a Coca Cola, governos ou empreiteiras, o Comitê  Popular da Copa SP e as organizações e coletivos listados abaixo, convidam todos os jornalistas para o grande ato do dia 1º de dezembro, data do sorteio das chaves da Copa  das Confederações da FIFA em São Paulo. Lideranças do Comitê Popular e moradores afetados pelos impactos da Copa estarão no local disponíveis para esclarecimentos e entrevistas à imprensa.
“Basta o amor pelo esporte para hipnotizar desavisados”
– Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira
Ato “COPA PRA QUEM?”
Data: 1º de dezembro de 2012
Horário: 13h
Local: concentração em frente à Ocupação da Rua Mauá, nº 340
Estimativa de público: 10 mil pessoas
Trajeto:
-Rua Mauá, 340
– Alameda Cleveland
– Rua Helvétia
– AV Rio Branco
– Rua Dos Gusmões
– Rua Mauá
-AV Tiradentes – sentido Sambodrómo do Anhembi
Acompanhe a página do evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/223458344452367/
Informações para a imprensa: 
Graziela Massonetto – (11) 9 8705-3411 / (11) 9 8917-1171 / (11) 3039-5673
Juliana Machado – (11) 99333-7128
Coletivos & Organizações:
Articulação Nacional pela Memória, Verdade e Justiça
 APAC- Associação Potiguar dos Atingidos pelas Obras da Copa
 Associação de Professores da PUC-SP (Apropuc)
 Associação dos Moradores e Amigos do Jardim Helian- Itaquera
 Autônomos & Autônomas FC
 Buraco D’Oráculo
 Casa Mafalda
 Central de Movimentos Populares (CMP)
 Centro Acadêmico de Serviço Social – PUC SP (CASS PUC-SP)
 Centro Acadêmico Ruy Barbosa (CARB)
 Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos
 Coletivo Canto Geral – Direito USP
 Coletivo NASA – ABC
 Comissão Pastoral para a Caridade, Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo
 CPT-Comissão Pastoral da Terra e Pastoral Carcerária
 Comitê de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes
 Comitê Popular da Copa SP
 Companhia Kiwi
 Companhia da Revista
 Comunidades Unidas de Itaquera
 Cooperativa Paulista de Teatro (CPT)
 Democratização do Futebol
 Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes
 Escritório Modelo da PUC – SP
 ExNEEF Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física
 Fanfarra do MAL (Movimento Autônomo Libertário) (bateria)
 Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo (FEDDCA)
 Fórum da Assistência Social da Cidade de São Paulo
 Fórum Permanente de Acompanhamento das Políticas Públicas para População em Situação de Rua de São Paulo
 Grupo de Articulação para Moradia do Idoso da Capital (GARMIC)
 Grupo Teatral Parlendas
 Hangar de Elefantes
 Instituto do Negro Padre Batista
 Instituto Pólis
 Instituto Práxis de Direitos Humanos
 Jornal O São Paulo
 Kombi do Rap – São Caetano do Sul
 Marcha Mundial das Mulheres
 Movimento de Moradia Região Central (MMRC)
 MDF – Movimentode Defesa dos favelados – Regiaõ Episcopal Belém
 Mira Central – grupo livre de pesquisas sobre áreas urbanas centrais
 Movimento de Sem Teto
 Movimento de Teatro de Grupo
 Movimento de Teatro de Rua de SP
 Movimento Nacional da População de Rua (MNPR)
 Movimento Passe Livre SP (MPL)
 Movimento Salve Barroca – Em Prol da Vida
 Núcleo de Antropologia Urbana da USP (NAU)
 Núcleo de Defesa de Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores de Materiais Recicláveis – SP (NDDH-SP)
 Núcleo de Direito à Cidade – USP
 Observatório das Metrópoles – São Paulo
 Ocupa Sampa
 Pastoral Afro da Arquidiocese
 Pastoral da AIDS
 Pastoral da Moradia Arquidiocese
 Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM)
 Pastoral de Rua
 Pombas Urbanas
 Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo
 Rede Jubileu Sul Brasil
 Rede Rua
 Salve Barroca – São Caetano do Sul
 Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (SAJU)
 Serviço Franciscano de Solidariedade (SEFRAS)
 Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM)
 Sociedade dos Amigos, Moradores e Empreendedores do Bairro Cerqueira César (SAMORCC)
 Streetnet International
 Tribunal Popular
 União dos Movimentos de Moradia São Paulo (UMMSP)
 Vila Nova Esperança
Ato “Copa para quem?”

Ate-se

Acabei nem escrevendo sobre o Ato em defesa dos Guarani Kaiowás que aconteceu no dia 9. Último bimestre na faculdade, reuniões do Comitê Popular da Copa, matérias para redigir na redação… Minha vida tá uma correria só. Mas vamos lá.

Foi uma sexta-feira chuvosa, mas mesmo assim, reunimos uma quantidade razoável de pessoas, mais de mil estiveram presentes. Fechamos a Paulista, fechamos a Augusta e descemos até o Vale do Anhangabaú. Vários momentos lindos – sim, eu chorei quando um índio guarani kaiowá se pronunciou e entoamos todxs juntos SOMOS TODXS UM.

Mas várias coisas me deixaram fudida: contraram um mini trio! Sim, PAGARAM para um cara ir com um mini trio, munido de microfone e autofalantes. Coisa básica que todo mundo deveria saber: se a parada é descentralizada, NÃO ROLA DE LEVAR UM CARRO QUE MONOPOLIZA O ATO. Só algumas pessoas puderam falar no microfone e entre elas, uma mina DEFENDENDO a polícia (a mesma que mata os índios e tantos outros indivíduos) e um cara de um partido comunista (OI? o movimento é apartidário!). Cantaram “Pais e Filhos” da Legião. Sim, eu gosto de Legião Urbana. MAS O QUE ESSA MÚSICA TEM A VER COM OS GUARANI KAIOWÁS?! Para piorar, no final do ato, CANTARAM O HINO NACIONAL. Eu e os amigxs politizados e conscientes, puxamos uma vaia, que não foi muito grande, mas foi ouvida. PORRA, O HINO NACIONAL REPRESENTA O ESTADO BRASILEIRO E É JUSTAMENTE ESSE ESTADO BRASILEIRO QUE ESTÁ MATANDO OS ÍNDIOS! Hipocrisia do caralho, mas a gente até perdoa, porque a maioria ali não teve noção do que isso representa. Mas peloamor, né?

Enfim, saímos dali e fomos pra onde? Pra o bar, óbvio. Eu, Carol, Renan, Flavinha e Jeferson. E lá presenciamos uma cena que representa bem o que é o Brasil. Na porta do bar, dois caras começaram a brigar, todo mundo foi para cima deles tentar separar, um deles acabou no chão. Tinha um carro da GMC praticamente ao lado de onde a cena aconteceu. Agora pergunta se um dos guardas fez alguma coisa. Não, não fizeram absolutamente nada. 20 minutos depois chegam mais três carros da GCM – e a briga já tinha acabado faz tempo. Se fosse alguém fumando maconha, eles teriam ido na mesma hora repreender. Parabéns, GCM.

Ou seja: cada vez mais vergonha de ser brasileira.

Ah, e nesse tempo todo, a chuva não parou, ficava sempre uma garoa para lavar a alma. Depois de presenciar a escrota cena no bar, recebi uma ligação inesperada: Facciolla. Detalhe: ele ligou pro Thiago que ligou pra Angélica que passou meu número pro Thiago para ele passar pro Facciolla. Como esse pessoal do Ocupa Sampa é rápido e eficaz! Conheci o Facciolla na Cásper, ele foi meu veterano. Me chama de bixete até hoje. Não imaginava que encontraria ele no Ocupa Sampa. E já faz um ano! Mas digamos que agora temos mais assuntos para conversar…

E no domingo, teve o escracho do José Maria Marin, presidente da CBF, que delatou o Vladimir Herzog (♥) para o Comando de Caça aos Comunistas. Como todxs sabem, Vlado (♥) foi preso, torturado e morto, sendo que durante anos foi afirmado que ele tinha cometido suicídio… Marin é um cuzão, claro. Mas a organização do ato não nos apeteceu, centralizado demais. Então fui pra onde com a Angel? Pro bar, né. Sempre bom estar com elas – Angel & cerveja!

Ate-se

do it

não sei quanto a você, mas eu não consigo ser plenamente feliz enquanto índios perdem suas terras e são dizimados, jovens negros de periferia são mortos, mulheres e crianças são estupradas, animais são torturados pelas indústrias da moda, entretenimento, científica e alimentícia, milhares de pessoas não tem o que comer, milhares de pessoas não tem onde morar, milhares de pessoas são expulsas de suas casas, fanáticos religiosos promovem guerras, animais são abandonados, furacões, terremotos e tempestades acabam com a vida de diversas pessoas, os acidentes de trânsito continuam fazendo diversas vítimas fatais, a comunidade LGBT é discriminada, a propriedade vale mais do que a vida, o trabalho é alienante, a educação não é para todxs, o sistema de saúde é precário, tenho que abaixar a cabeça para governantes que não me representam, o homem ainda é visto como superior, pensamentos super mega conservadores rodeiam o mundo, a pornografia infantil domina denúncias de crimes na internet… como não se indignar? não dá pra ser totalmente feliz vivendo em um mundo assim. como existem pessoas que se conformam com suas vidinhas fúteis? I DON’T BELONG HERE, acho que essa é a explicação. eu sinto demais as dores do mundo… e essa dor, essa indignação, é o que me move. não vou ficar parada assistindo toda essa desgraça. SÓ RECLAMAR NÃO ADIANTA NADA. então se você também não está satisfeitx, FAÇA ALGUMA COISA. por menor que seja, qualquer ação em prol de um mundo melhor é válida. dar bom dia ao vizinho, ajudar um animal de rua, visitar comunidades da periferia… ações pequenas fazem a diferença. o que não dá é pra não fazer nada. uma pessoa não pode mudar o mundo inteiro, mas ações locais, feitas por muitas pessoas, em nível global, podem. é clichê, mas é a frase mais adequada para esse momento, dita pelo grande Gandhi: SEJA A MUDANÇA QUE VOCÊ DESEJA VER NO MUNDO. eu estou tentando e você?

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somos todxs guarani kaiowás!

cheia de coisas pra fazer, entre elas, escrever, mas poucas coisas vindo aqui para o vertigem existencial. é um momento mais de reflexão do que de afirmação. são as perguntas que me movem, não as respostas. continuo sempre buscando. um dia talvez eu me encontre. por enquanto, o que tenho são indagações. e claro, indignações.

os guarani kaiowás estão sofrendo processo de expulsão de seus território desde 1882. elxs começaram a se organizar e resistir a partir dos anos 70. mais de 40 anos depois, elxs estão cansados de lutar sozinhxs. muitxs foram mortos, outrxs cometeram suicídio, uns se tornaram alcoólatras, outrxs pedem esmola. crianças sofrem de desnutrição, jovens não têm perspectiva de vida. diante dessa situação traumática e da iminência de serem novamente retirados de suas terras sagradas, os guarani kaiowás escreveram uma carta onde se dizem prontos para a morte coletiva. querem ser mortos e enterrados naquela terra que os pertence. elxs e a terra são uma coisa só. ao perderem seu lugar sagrado, a vida não faz mais sentido, por isso a escolha de morrer ali. não podemos deixar que isso aconteça. estaremos sendo cúmplices de um genocídio. vamos nos mobilizar e mostrar que não concordamos com o tratamento destinado os indígenas do nosso país. vamos protestar em defesa da população indígena. vamos fazer nossas vozes serem ouvidas. não podemos ficar indiferente à essa situação! no dia 9 de novembro, várias cidades brasileiras irão às ruas em defesa dos Guarani Kaiowás. divulgue, faça barulho, vá para a rua mostrar a sua indignação.  compartilhe! os Guarani Kaiowás agradecem.

links dos atos em diversas cidades:

> ASSIS (SÃO PAULO):
https://www.facebook.com/events/159445634197279/?ref=ts&fref=ts

> BELO HORIZONTE:
https://www.facebook.com/events/371904726219958/

> BLUMENAU:
https://www.facebook.com/events/347083772054966/

> BOTUCATU:
http://www.facebook.com/events/360957667329391/

> BRASÍLIA:
http://www.facebook.com/events/124459604371995/

> BRUSQUE (SC):
http://www.facebook.com/events/447183465327708/

> CAMPINAS:
https://www.facebook.com/events/214806451986360/

> CURITIBA:
https://www.facebook.com/events/394547940613363/394628290605328/?notif_t=event_mall_reply

> FLORIANÓPOLIS:
https://www.facebook.com/events/378267812253624/378299538917118/?notif_t=event_mall_reply

> FORTALEZA (CEARÁ):
https://www.facebook.com/events/483478978349104/

> FRANCA (SP)
https://www.facebook.com/events/116372531851375/119349861553642/?notif_t=event_mall_comment

> GOIANIA:
https://www.facebook.com/events/294253704008603/

> IGUATEMI (MATO GROSSO DO SUL):
https://www.facebook.com/events/509290072415229/

> NATAL
http://www.facebook.com/events/447255528654781/

> NAVIRAÍ (MATO GROSSO DO SUL)
https://www.facebook.com/events/211073339024714/

> NOVO HAMBURGO (RIO GRANDE DO SUL):
https://www.facebook.com/events/482519438445729/?ref=notif&notif_t=plan_user_joined

> OURO PRETO:
http://www.facebook.com/events/301119536668690/?fref=ts

> PORTO ALEGRE:
https://www.facebook.com/events/129675823847555/

> PORTO VELHO:
http://www.facebook.com/events/182146125255839/

> RECIFE:
https://www.facebook.com/events/483167641706659/
https://www.facebook.com/events/166285963512562/

> RIO DE JANEIRO:
http://www.facebook.com/events/365753913509986/

> SALVADOR:
https://www.facebook.com/events/365496263539421/

> SÃO PAULO:
http://www.facebook.com/events/321807844593833
http://www.facebook.com/events/437752996271360/
http://www.facebook.com/events/432501233463886/

>TAUBATÉ:
https://www.facebook.com/pages/Ato-Nacional-Em-Apoio-Ao-Povo-Guarani-Kaiow%C3%A1-N%C3%BAcleo-Taubat%C3%A9/478488248858004

> TERESINA:
http://www.facebook.com/events/107726986054872/

> VITÓRIA:
https://www.facebook.com/events/374310939320632/

*** AINDA ESTAMOS FAZENDO ATUALIZAÇÕES PARA CONCENTRAR TODOS OS EVENTOS, NOS INFORMEM DE NOVOS ATOS!

somos todxs guarani kaiowás!

como agir efetivamente em defesa dos guarani kaiowás?!

acabei de escrever pra uma galera que quer organizar praticamente do nada, só entre eles mesmos um ato em defesa dos guarani kaiowás. óbvio que eu acho manifestações válidas, mas pra um caso urgente como esse, as manifestações tem de ser realmente efetivas. e infelizmente, 20 neguinhos saindo nas ruas não é efetivo. a galera acha que é festa… pura massagem de ego, só pra poder dizer “yes, eu fui às ruas em defesa dos guarani kaiowás”. isso me frustra bastante, porque eu não sou contra sair às ruas – eu sou a pessoa que mais gosta de protestos assim – mas cansei de paradas ineficazes bancadas por meia dúzia de neguinhos que só querem ter seu ego massageado…

 eis o que escrevi:
 
não é ter pensamentos negativos. mas não sei quanto a vocês, já participei da organização de várias manifestações e já estive em várias, então desculpa, mas dps de organizar várias manifestações, eu fiquei muito chata em relação a isso. considerações (lembrando que não tô menosprezando nada, é só um toque pra vocês, não me odeiem, rs): o que pretendemos ao ir pras ruas? será que uma parada realizada numa segunda feira vai mudar alguma coisa pros índios? ou é só uma massagem de ego do tipo “olha, EU estou indo às ruas”? por ser algo MUITO urgente, acredito que temos que realizar ações EFETIVAS. tem que se articular, conversar com as lideranças indígenas, afinal, são eles os prejudicados. não pode ser algo da juventude paulistana apenas… e pra ser efetivo, temos que ser ouvidos: então porque não se articular com mais gente (coletivos como a casa mafalda, o pessoal do passe livre, a marcha das vadias) pra poder chamar a imprensa pra cobrir? porque infelizmente, eles não vão cobrir se for algo pequeno e nada de efetivo se terá feito.  é que a gnt fica na ânsia de fazer alguma coisa muito rápido e não nos articulamos muito bem… claro que existem coisas q tem q ser feitas JÁ. e acho q isso é uma delas. mas o evento do sábado me mostrou q não estamos preparados pra coisas grandes, infelizmente. e tipo, se não é efetivo pros índios a gnt vai pra rua só pra mostrar que estamos indo? repito: fica sendo massagem de ego, manja? claro q eu quero ir pra rua. claro q eu quero ajudar os guarani kaiowá. mas COMO eu podemos fazer isso? COMO fazer isso? ir com 30 pessoas pra rua resolve? como fazemos pra resolver então? sabe, não são questões negativas, são questões de alguém q tá cansada de não ver efeitos reais vindo de manifestações! e essa questão é MUITO urgente pra que não dê em nada! não to dizendo q temos q ficar em casa. mas é preciso pensar melhor o que efetivamente queremos…
como agir efetivamente em defesa dos guarani kaiowás?!

Ato em defesa dos Guarani Kaiowá – contra a usurpação das terras e o genocídio indígena

Por Grazi Massonetto, Ska & Dani Rissi:
Os Guarani Kaiowá vivem atualmente na porção sul do território do Mato Grosso do Sul, na cidade de Dourados. Recentemente, uma carta assinada pelos líderes da aldeia anuncia o suicídio coletivo de 170 homens, mulheres e crianças caso a Justiça Federal retire o grupo da Fazenda Cambará, onde estão acampados provisoriamente. A noção de território para o povo indígena é totalmente diferente da nossa: para eles, aquela terra é sagrada, é onde viveram seus ancestrais e de onde tiram o próprio sustento, sendo assim, sem aquele espaço, elxs não veem sentido em continuar vivendo.
 Expulsos pelo contínuo processo de colonização, os índios pedem há vários anos a demarcação das suas terras tradicionais, eles vivem hoje em menos de 1% de seu território original, atualmente ocupadas por fazendeiros e guardadas por pistoleiros. Com a maior população no Brasil, os Guarani Kaiowá travam, quase silenciosamente, uma luta desigual pela reconquista de seu território.
Diante de um histórico de guerrilha injusta, onde as guerras pela terra são travadas com armas rústicas contra armas de fogo, onde crimes contra indigenas são encobertos pela justiça, deixando soltos os pistoleiros, que diariamente passam por dentro das aldeias, mesmo depois de serem condenados, há também dificuldades enfrentadas em relação a moradia, alimentação, falta de energia e saneamento. O sofrimento do povo Guarani Kaiowá é totalmente ignorado pelas autoridades brasileiras em favor do desenvolvimento do agronegócio na região.
Estamos vivendo um paradoxo da internacionalmente elogiada economia brasileira, que está ancorada em uma política de “desenvolvimento” que assassina e expulsa indígenas, quilombolas e demais comunidades de suas terras, valorizando as atividades agricolas, esmagando e passando por cima de qualquer vida humana.Todos nós temos o dever de apoiar, defender e proteger as comunidades indígenas, povo de suma importância para a história de nosso país, e que é notoriamente negligenciado desde a colonização do território brasileiro. O preço que pagamos pelo “desenvolvimento” é muito caro, e envolve vidas inocentes, por isso, as atuais políticas devem ser debatidas,repensadas e modificadas.
Os Guarani Kaiowá estão acuados diante da ofensiva do avanço do capital e não podemos ficar indiferentes. Convocamos xs lutadorxs de todo o mundo a apoiarem a causa indígena brasileira, que pede, muitas vezes silenciosamente, que NÃO OS DEIXEMOS SÓ.
SOMOS TODXS GUARANI KAIOWÁS! CONTRA O GENOCÍDIO E A DESTERRITORIALIZAÇÃO DA POPULAÇÃO INDÍGENA! JUNTXS SOMOS MAIS FORTES. NÃO SE CALE, MOSTRE E ESPALHE A SUA INDIGNAÇÃO.

 

Ato em defesa dos Guarani Kaiowá – contra a usurpação das terras e o genocídio indígena