coutinho, wedding & camelo

sexta-feira, depois do trabalho, calor. era pra ser um reencontro de amigos no bar coutinho. mas… sabe-se-lá-o-que-aconteceu com as pessoas e acabei não encontrando ninguém do tempo de colégio e tal. mas tudo bem. pelo menos não rolou aquela coisa de “nossa, cê viu? roberta já tá com 2 filhos!”, “o joão, que era espinhento, tá um gato!”, “a glaucia, que era gostosa, tá enorme de gorda” e afins.

eu, gus & jess – amigos que não são do tempo de colégio, mas que são amigos pra todo tempo – ficamos no bar em frente ao coutinho. cerveja mais cara, porém, com cadeiras pra sentar. mas não quero focar naquilo que conversamos. quero focar numa cena que aconteceu.

levantei pra fumar ~já disse que odeeeeio essa lei anti-fumo?~ e assim que acendo meu cigarro, um carro para com tudo e dele sai um cara que pega dois moleques que estavam passando na rua. foi uma coisa muito rápida, saca? e quando vi o cara -~burguesinho escroto, se fazendo de machão~ pegando os moleques pelo pescoço e dizendo que ia bater neles, não tive dúvidas. entrei no meio. comecei a bater boca com o cara, fiz ele soltar os meninos ~porque nessas horas, todo mundo tava virando machão e querendo socar os pivetes~. descobri que um deles tinha pegado o celular do burguesinho escroto. mas devolvido. não vou entrar aqui no mérito do moleque tá certo ou errado (não tô defendendo ele ter pegado o celular do burguesinho escroto). mas porra, precisa agir violentamente com esses dois meninos de, no máximo, 12 anos? um deles saiu com a boca sangrando, de um soco que o burguesinho escroto deu. os dois começaram a chorar. e eu lá, vendo se tinha machucado muito, aconselhando, falando que aquilo não era certo, mas que não justificava o que o burguesinho escroto fez com eles e mandando eles vazarem dali logo, antes que o tal burguesinho escroto voltasse. eles vazaram e pude me acalmar e acender outro cigarro, porque aquele tinha se perdido durante a confusão.

é, repito, foi tudo muito rápido. mas depois, claro, o assunto da noite foi esse. colou até um carinha desconhecido na nossa mesa e ficamos falando sobre como atitudes violentas assim só vão fazer com que essas crianças se tornem violentas também, um círculo vicioso. sad, so sad.

então o gus veio dormir em casa. aí são 2h da manhã, tô assistindo “bastardos inglórios” com ele. comercial. fecho os olhos por alguns instantes. pausa. acordo às 8h da manhã com minha mãe voltando do plantão. fecho os olhos por alguns instantes. pausa. acordo às 11h da manhã com minha irmã indo pro inglês. não fecho os olhos por alguns instantes. levanto, coffee, cigarette. e vem a vontade de fechar os olhos de novo por alguns instantes. sono constanteeeeee.

aí estamos no salão, ouvindo black sabath quando minha mãe vem me intimar a ir ao casamento de uma prima que chama evelyn patrícia mas eu só chamava ela de patrícia – como todo mundo – e só fui descobrir no casamento que na verdade o nome dela também é evelyn. engraçado. mas engraçado também o gus vir em casa pela primeira vez e se deparar comigo pronta pra um casamento, de vestido de festa, salto, toda trabalhada na make up… enfim, em uma situação que poucos costumam presenciar.

lá fui eu. casamento. olha, não sou contra duas pessoas de unirem. mas convenhamos que ninguém precisa institucionalizar o amor. e olha, deus tá vendo que é amor mesmo que você não oficialize isso na igreja, sabe? outra coisa. acho extremamente machista o pai ter que levar a noiva até o altar. um homem entregando a filha a outro homem, como se a filha não tivesse condições de viver sem ter um homem em sua vida e tal. tirando essa e as partes em que o padre fala um monte de baboseira, as cerimônias são bonitas. é difícil um casamento em que eu não chore ~quem é mais sentimental que eu?~. mas nesse eu não chorei. achei boring, saca?

depois veio a festa. e eu louca pra ir ao show do marcelo camelo. só quem já comprou ingresso pra ver o marcelo camelo sabe como a parada é disputada. e nenhuma festa de casamento faria eu perder esse show. mas tinha um problema: minha mãe implicando porque eu tinha que estar com a família e blablabla. não quis me dar a chave do carro. fui de ônibus, vestido de festa e salto alto. é, tirei o salto no meio do caminho. é, fiquei descalça no show. mas o camelo merece um post só dele.

coutinho, wedding & camelo

Son(h)o

Foi mais uma daquelas noites de insônia. Sabe quando você passa quase o dia inteiro sem falar com uma pessoa, manda mensagens e nada? Depois eu soube que minhas mensagens não chegaram. Mas naquele momento eu não sabia disso.

Não preciso comentar que sou dramática e blablabla, então fiquei bem mal por causa disso. Comecei a conversar com o Gus sobre como, às vezes, a vida é uma merda. Ele cita uma frase de uma música do Dead Fish – umas das que mais gosto do álbum Contra Todos – : “Nas armadilhas da cidade que nos causa repulsa, nosso horizonte podia ser mais azul, mas você fica tão bem sob estes tons de cinza e seus olhos sempre me refletem algo bom”. Eu nem sabia que o Gus gostava de Dead Fish. Sorri, virei pro lado e tentei dormir.

Naquele estado em que você está meio acordado, meio dormindo, finalmente recebi uma mensagem dizendo que ele não tinha recebido as minhas. Foi quando realmente consegui descansar.

Son(h)o

Let me say you something

Minha sis diz:

“Você é uma graça. HAHAHA. Curte qualquer tipo de filhote fofinho e dependente”, depois de eu falar que minha casa estava cheia de crianças e elas estavam interagindo com os meus bichos.

“Olha, se você me aguentar para sempre, vai ser madrinha da minha filha, madrinha tipo mãe, sabe?”, depois de eu confirmar que sou uma graça mesmo.

“Say you’ll be there, I’m giving you everything all that joy, can bring this I swear. And all that I want from you is a promise you will be there, say you will be there  <3”, depois de encontrá-la no bar.

***

Woltz diz:

“Assim que você ficar boa, a gente luta, que tal?”, depois de eu contar que começarei a fazer kick boxing.

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Gus diz:

“Faça isso por si mesmo, não faz diferença pra mim o que você deixa pra trás, o que você escolhe ser e qualquer coisa que disserem. Sua alma é inquebrável e não há ninguém como você no universo”, depois que volto do almoço.

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Tiozinho que aparece do nada quando eu desço para fumar diz:

“Ela fazia muitos planos, eu só queria estar ali, sempre ao lado dela, eu não tinha aonde ir, mas, egoísta que eu sou, me esqueci de ajudar, a ela como ela me ajudou e não quis me separar. ela também estava perdida e por isso se agarrava a mim também”.

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Trânsito astral: o período está associado a um sentimento de amizade que beneficia largamente sua vida amorosa, Graziela. Amigos poderão beneficiar sua vida afetiva, ou te apresentar a alguém especial, ou você poderá também se divertir com os amigos do ser amado. É também um momento ótimo para perceber que o ser amado também é seu amigo, e que deveria ser, antes de tudo, seumelhor amigo. De algum modo meio mágico, você se perceberá mais sensível em relação às necessidades alheias, e se ocupará de tentar preencher tais desejos, pois o trânsito do Sol pela Casa 7 lhe permite uma compreensão maior dos anseios dos outros. A Lua se encontra em harmonia ao Sol, e você estará se comunicando melhor com as pessoas a quem você ama: excelente momento para ter conversas esclarecedoras e chegar a pontos consensuais com pessoas que lhe interessem. A Lua na Casa 11 beneficia largamente planos futuros em comum com o ser amado.

Let me say you something

Almas & afins

“Nossas almas, por alguma razão, são complementares e ao mesmo tempo, sofrem com esse mundo vazio, feito de pessoas vazias”.

Eu não poderia expressar melhores e mais belas palavras do que as que você escreveu para mim. Não canso de ler e reler a sua carta. Como você mesmo disse, desde do show do Bright Eyes, em meados de 2008, eu também soube que havia encontrado uma alma especial. Você não faz ideia do quanto fico feliz por ter você em minha vida. Sua carta conseguiu me deixar sem palavras, Gus. Mas uma coisa é certa: assim como a frase do Pequeno Princípe, você me cativou. Minhas palavras aqui não chegam aos pés do que você me escreveu, mas algumas vezes a gente não precisa necessariamente de palavras, não é mesmo? Love ya, baby.

Almas & afins