tchau, seu Cásper!

cheguei às 17h24. aflita, nervosa, com aquele frio na barriga que não passava. um cigarro, dois cigarros, três cigarros. até que ela veio. o céu escureceu e ela caiu. não aos poucos. forte mesmo. Iansã com seus ventos e trovões anunciaram, naquele momento, que a noite não seria fraca.

entrei naquele prédio com uma sensação estranha: seria uma das últimas vezes que entraria ali. e, talvez, a mais importante delas. o frio na barriga não passava. peguei o elevador, desci no 5º andar. fui ensaiar, para o auditório vazio. eu ainda tremia.

mas pouco antes da defesa em si, pensei no por quê estava. escrevi um livro-reportagem sobre a cultura do estupro, para que as mulheres se empoderem, para que o machismo seja combatido, para que o patriarcado seja destruído. perto dessa proposta, qualquer sinal d nervosismo soaria bobo. então, quando comecei a falar no microfone, as mãos foram parando de suar aos poucos – mas não pensem que me livrei totalmente do nervosismo, afinal, sou boba mesmo.

após a minha fala, explicando meu projeto, comentando sobre o meu livro-reportagem, foi a vez da banca. andrea dip, jornalista, foi a primeira. bianca santana, professora da cásper líbero, a segunda. por último, como presidente da banca, luis mauro. e para o meu êxtase, todos falaram bem do meu trabalho. fizeram, claro, considerações e observações, as quais acatarei quando for publicar a obra por alguma editora que aceite o trampo.

saíram da sala para avaliar e dar a nota. voltaram. APROVADA. APROVADA. APROVADA. COM NOTA 10. COM NOTA 10. COM NOTA 10.

eu mal cabia em mim!

ontem foi um dos meus últimos dias na Cásper. e não poderia ter saído de lá mais feliz ♥

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tchau, seu Cásper!

as veias abertas da américa latina

ando tão sem paciência pra futilidades… nesses últimos dias, entreguei várias matérias na faculdade (arte de deixar tudo para última hora), fiquei a tarde inteira escrevendo sobre socialismo e planejamento, sociedade da segurança e sociedade da liberdade, livre concorrência no neoliberalismo, finalizei meu texto para o livro Perifeminas, compareci às reuniões do Ocupa Sampa… tava precisando sentir o sangue correndo em minhas veias dessa maneira.

as veias abertas da américa latina