514 anos depois e a cultura do estupro continua viva

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514 anos depois e a cultura do estupro continua viva

Estatuto do Nascituro: a mulher que se foda

Ainda não tive tempo de escrever sobre a Turquia. E nem sobre o estatuto do nascituro que foi aprovado ontem na Comissão de Finanças da Câmara. Mas em relação à esse último tema, a Clara Averbuck escreveu e escreveu muito bem (like always). Então, me dou a permissão de reproduzir aqui o texto dela:

Hoje o Estatuto do Nascituro foi aprovado na Comissão de Finanças.

Ainda falta ser aprovado na Comissão de Justiça a no Plenário. Mas não duvido nada que seja. Nunca ouviu falar do Estatuto do Nascituro? Basicamente é o seguinte: um ÓVULO FECUNDADO vai ter os mesmos direitos que eu, que a sua mãe, que a sua irmã e que a minha filha e todas as outras mulheres do Brasil. Se, digamos, minha filha de nove anos fosse estuprada e engravidasse, não teria direito a fazer um aborto; teria de manter o filho do agressor. Se caso não tivesse recursos para sustentar a criança (!!!), o Estado se responsabilizaria com a apelidada BOLSA ESTUPRO até os 18 anos do filho – isso caso o estuprador não fosse identificado e RESPONSABILIZADO. Aborto de anencéfalo? Esquece. Risco de vida pra mãe? Foda-se a mãe. Trauma? Foda-se a mãe.

O aborto ilegal já causa 22% das mortes maternas. Com essa monstruosidade aprovada, é provável que esse número dobre, triplique. Criminalizar o aborto não é solução.

Se a mãe correr risco de vida e precisar de um tratamento que coloque em perigo a vida do feto, ela será proibida de se tratar. Afinal, a vida de um amontoado de células que ainda não nasceu, não tem personalidade, não tem consciência, é evidentemente mais importante do que a de uma mulher formada.

Vejamos alguns dos artigos dessa aberração:

Art.1º Esta lei dispõe sobre a proteção integral ao nascituro.

O embrião, você quer dizer. O amontoado de células.

Art. 2º Nascituro é o ser humano concebido, mas ainda não nascido.

Pff.

Parágrafo único. O conceito de nascituro inclui os seres humanos concebidos “in vitro”, os produzidos através de clonagem ou por outro meio científica e eticamente aceito.

Quer dizer, ATÉ UM CLONE é mais importante do que a vida da mãe.

Art. 4º É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar ao nascituro, com absoluta prioridade, a expectativa do direito à vida, à saúde, à alimentação, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar, além de colocá-lo a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

SENHORES, NÃO SEI SE VOCÊ SABEM, MAS ELE AINDA NÃO NASCEU.

Art. 9º É vedado ao Estado e aos particulares discriminar o nascituro, privando-o da expectativa de algum direito, em razão do sexo, da idade, da etnia, da origem, da deficiência física ou mental ou da probalidade de sobrevida.

E a mãe que se foda.

Art. 10º O nascituro deficiente terá à sua disposição todos os meios terapêuticos e profiláticos existentes para prevenir, reparar ou minimizar sua deficiências, haja ou não expectativa de sobrevida extra-uterina.

E a mãe que se foda, depois de ter passado uma gestação inteira sabendo que o filho não sobreviveria.

Art. 13 O nascituro concebido em um ato de violência sexual não sofrerá qualquer discriminação ou restrição de direitos, assegurandolhe, ainda, os seguintes:

I – direito prioritário à assistência pré-natal, com acompanhamento psicológico da gestante;

II – direito a pensão alimentícia equivalente a 1 (um) salário mínimo, até que complete dezoito anos;

III – direito prioritário à adoção, caso a mãe não queira assumir a criança após o nascimento.

Parágrafo único. Se for identificado o genitor, será ele o responsável pela pensão alimentícia a que se refere o inciso II deste artigo; se não for identificado, ou se for insolvente, a obrigação recairá sobre o Estado.

Quer dizer: se uma menina for estuprada pelo próprio pai e engravidar, ela vai ter que carregar o filho/irmão, parir, criar e ainda ter que lidar com o pai de ambos, ou colocar o filho para adoção, como se os orfanatos fossem lugares bacanérrimos, como se o processo de adoção fosse algo fácil, como se isso tudo tivesse alguma conexão com a realidade. Se uma mulher for estuprada por desconhecido, até parece que vão caçar o cara para que ele dê pensão. Não sei o que é pior, o Estado oferecer a pensão ou sugerirem que o ESTUPRADOR pague pensão. Ele deveria estar preso, não deveria? Se encontrado, o estuprador não seria preso, mas obrigado a sustentar um filho? Vão querer visita obrigatória também? É completamente fora da realidade. Completamente. É de uma falta de empatia que eu nunca vi nessa vida. Obrigar uma mulher a carregar o fruto de uma violência é acabar com a vida dela. Ou seja, mais uma vez: FODA-SE A MÃE.

É basicamente isso que diz o Estatuto do Nascituro: foda-se a mãe, foda-se a mulher que sofreu violência, foda-se a vida delas. O que importa é a vida que foi gerada.

E isso é baseado em que, mesmo?

Crenças. Crenças de que DEUS mandou essa vida. Gente, olha só, eu sou atéia, eu não tenho DEUS ALGUM. Se você tem um deus e ele não quer que você aborte, apenas NÃO ABORTE. Mas tire as suas idéias, as suas crenças e essa violência toda do corpo das outras mulheres. Das mulheres. De todas as mulheres.

O Estado não pode mandar em nossos corpos.

Não podemos aceitar. Não podemos nos calar. Não podemos deixar que os fundamentalistas religiosos tomem assim esse país.

O

ESTADO

DEVE

SER

LAICO.

Se não lutarmos por isso, se não fizermos barulho, retrocederemos mais e mais e mais até, sei lá, não podermos usar energia elétrica ou remédios.

ADENDO:

Me foi informado que o Estatuto do Nascituro bate de frente com o artigo 128 do Código Penal, que permite o aborto em caso de estupro ou de risco de vida da mãe. Então, ou os nascituros são como a gente e o artigo 128 não vale nada – não duvido que metam a mão no código penal: o projeto original, inclusive, faria isso -, ou a equiparação de pessoas nascidas com o nascituro não faz sentido. De qualquer forma, o Estatuto está linkado para quem quiser ler ali em cima. E sim, eu sou a favor da descriminalização do aborto até a 12a semana, como sugere o Conselho Federal de Medicina, sou a favor do uso de células-tronco, sou a favor da autonomia total do corpo da mulher. O Estado não tem que se meter em nossos úteros.
Estatuto do Nascituro: a mulher que se foda

cidade grande no escuro

não escondo minha admiração pela clara(h) averbuck de ninguém. sabe aqueles textos que invadem o ser e te fazem explodir de tanta alma que contém? as palavras da lady averbuck muitas vezes soam assim pra mim. e ontem… ontem fui ao lançamento do novo livro dela, “cidade grande no escuro” na livraria da vila do shopping pátio higienópolis. conheci a explosiva ao vivo e a cores. mas sua essência tava escondida entre tanta burocracia pra noite de autógrafos. e isso me fascinou horrores. clara não faz média com fã. ela é o que ela é. não que ela não reconheça quem gosta dela, quem compra os livro dela… é que ela não finge gostar do que ela não gosta. e ela não curte muito noites de autógrafo. entendível, né?

entrei em contato com a obra da clara através de um ex. ele me deu o “máquina de pinball” de aniversário, dizendo que eu ia me identificar. e como me identifiquei! eu tinha uns 17 anos e queria ser como a camila, largar tudo e ir ver o show do Strokes em Londres. eu já tinha blog na época e óbvio que pirei ao saber que a clara também escrevia, escrevia e escrevia em seu blog. depois veio o filme, com a leandra leal. orgasmos, orgasmos, orgasmos. li os livros do fante por causa da clara. e decobri o bandini. e fui pro buk. e finalmente encarei kerouac. obrigada, clara.

encontrar pessoalmente, tirar foto, conversar (mesmo que rapidamente) com ela, não foi aquela experiência transcendental. ela é um ser humano como eu, como você, dãr (claro que com muito mais coração do que outras pessoas). mas foi lindo. conhecer a dona das palavras que tanto me arremataram e continuam me arrematando. comprei o livro novo. tô lendo. não sinto a ânsia de “máquina de pinball”. confesso que não me arrematou ainda. mas tô só no começo. espero que ela me surpreenda, como sempre fez.

aliás, com a idade chegando a leitura de vários clássicos e livros considerados “difíceis”, ando ficando bem chata em relação à leitura. mas isso é outro papo.

(engraçado como ainda não falei da carol teixeira aqui. acho que é porque sei que o texto vai ser grande. e tô numa correria louca com a faculdade e o trampo – e ainda acho espaço nesse meio tempo entre um e outro pra ir ao lançamento do livro da clara, pois é)

(como diz a clara em seu novo livro, saudade de quando eu só escrevia, escrevia, escrevia, sem mais nenhuma responsabilidade grande. sim, eu escrevo na faculdade (jornalismo) e no trabalho (pra revista escola pública) mas não é a mesma coisa, né)

(ah, a filha da clara tava lá. catarina tá enorme. ela vai pra um acampamento só de meninas onde elas formam bandas de rock. por que na minha época não tinha essas coisas legais?!)

por mais palavras que venham da alma.

cidade grande no escuro

Rock the shack

lady averbuck me matando, como sempre:
Não vai tocar. O telefone não vai tocar. Atirado no chão, inerte, inútil, mudo, sem propósito. Não vai tocar. Bagunça. Minhas botas, livros, dois maços de cigarro pela metade, páginas traduzidas, meus discos preferidos. Mas o telefone não vai tocar. A guitarra enrolada nos lençóis, um sutiã atirado por cima. Minha carteira com uma nota que tenta fugir com a língua para fora. Silêncio. Cinzeiro cheio. Silêncio. O telefone não vai tocar.

Vem logo, meu querido, não demora, tenho sede, tenho sono, quero dormir ao teu lado. Acorda desse pesadelo e corre para mim. O mundo está vazio. Só você, em algum lugar. Escuto Zombies bem baixinho para ninguém saber que estou aqui. Eles sabem, evidente que sabem, onde mais eu estaria? Mas não quero ser notada. Eles não sabem de nada, são rasos, fazem barulho, invadem meus ouvidos como agulhas quando estou dormindo, sujam meu templo, maculam minha morada, estupram minha vida. Eu estou com você, eu estou perdida. Relendo e relendo e relendo e relendo de novo, tão lindo, tudo tão lindo, um livro pronto que vira monólogo no final. Não tem problema, não existem bons finais felizes. Na boa literatura, todos se fodem. Todos sofrem e morrem de amor ou de peste ou de tuberculose, todos são infelizes e se fodem. Me fodo também, como no poema do Leminski. Que tudo se foda, quero ficar com você. No céu imundo do amor perdido, no céu da cirrose, no inferno, na terra, na minha casa. Quero ficar com você. O vazio está apertando, quero muito te ver sorrindo, te ver bem, brilhando de novo. Você não nasceu para ser pano de chão. Não, você não fica bem nesses trapos, troque já de roupa, lave o rosto, calce as botas, beije a Esperanza e vamos abrir um vinho. De pé, agora. Pode pisar em mim para levantar, se quiser. Ninguém vai deixar o namorado da Camila atirado, devastado, debulhando-se em lágrimas. Avisa quando estiver pronto, vou estar esperando no carro, escutando um róque e fumando um cigarro. Não demora, meu querido. Não demora.

Rock the shack

back to me

tá, quando eu começo com clara eu não paro. me deixa, fazia tempo que eu não lia o blog dela. o blog dela é meu. as palavras dela são nossas. a clara é minha. a clara sou eu. eu sou a clara. somos claras.

você sabe o caminho da porta, eu disse, já borrando todo o rímel, evitando andar os quilômetros do corredor porque ele ia achar que era cena, ele não acredita em nada que eu digo. que desperdício de rímel. achei que era hoje. mas não. não.

não; veio aqui tentar esfregar na minha cara que eu sou o que não sou com um rosto inchado e uns olhos vermelhos. te conheço, não me venha com essa, nem eu conseguiria disfarçar esse despedaçamento, eu, a dissimulada. eu, a escrota. eu, igualzinha à vilã que os outros pintavam. essa clara aí.

essa aqui é outra. só eu sei o que tem dentro da casca. você não chegou a ver. quase viu. viu um pouquinho. foi o que pegou. uma pena, eu não consegui mostrar tudo. incapaz mesmo, um horror de fracasso. desculpe. não consegui. if only.

conhece tão pouco, tão nada de mim que me imaginou andando de roda gigante e bebendo champanhe com homens de sunga, rindo e vivendo a valer. meu querido, se você soubesse que onde eu estava sequer havia uma cama, que não havia sono contínuo e minha coluna está escangalhada e que pensei em você a cada segundo de cada minuto de cada hora de todos os dias, talvez baixasse essa guarda e calasse essa boca. boca não é só pra falar; calar às vezes é bem mais sábio.

pé na bunda que menos fez sentido na vida, começou comigo indo embora por nada de manhã, eu e as minhas coisas todas, e terminou com você dizendo que gostava muito de mim e eu dizendo que mas eu também, eu também! então tchau, vou te esquecer.

vocês não aprendem, vocês meninos nunca aprendem que não se joga amor no lixo. não se encontra na esquina, não adianta ter gente oferecendo, não funciona assim. só funciona quando funciona. não quero provar que estou certa. só queria tudo bem, ainda dá tempo, dava tempo, sempre dá. não se joga amor no lixo.

mas não. eu sou má, eu não mereço. eu mereço o pior, eu mereço sofrer. quanta maturidade, meu amor, quanta besteira.

eu pronta pra te chamar pra ir praquela ilha, só nós, tudo certo, nada pra fazer, nada, só existir, como você gosta, existir, comer, beber, ter ideias.

não tem essa de arruma outro otário, eu não preciso de outro, eu fico sozinha. durmo sozinha, saio sozinha, trabalho sozinha, bebo sozinha e vivo sozinha, porque já era pra ter sido nunca mais.

(volta, por favor)

back to me

sugestões para uma vida sem caos

não é meu (mas a clara escreveu após ler a minha mente).

l’amour, esse vírus que se alimenta de massa cinzenta.

vamos às regras do jogo e do tempo, então: eu dou as minhas, você dá as suas e nos entendemos em algum lugar no meio.

1. eu sou eu, nasci eu, vivo eu e morrerei eu. essa aqui, isso aqui. (ajustes serão feitos no caminho, muitos deles, mas basicamente:)
2. venho com passado (presente e futuro não estão inclusos)
3. o futuro do pretérito não existe; nada seria, nada deveria. as coisas são, apenas, e podem se transformar em outras coisas, coisas melhores ou coisas piores, ou nada. depende de agora.
4. está proibida a chantagem emocional em qualquer nível, a qualquer hora do dia ou da noite. drama deve ser usado com parcimônia e nunca com o queixo erguido ou ar patético de razão desesperada.
5. situações caóticas impostas sem necessidade serão severamente punidas com silêncio e ausência ao som mental do mantra “paciência, paciência, paciência” repetido até a sanidade.
6. amor não se mede pelo meio das pernas. amor não se mede com boquete. amor não se mede.
7. amor não é doença, doença não é amor. (amor ≠ tumor)
8. tentar se impor com birra será inevitavelmente uma batalha inglória onde todos perdem, todos sofrem, todos gastam precioso tempo, todos ficam mais velhos.
9. falo sobre o que quero, onde quero, como quero, quando quero e escrevo o que quero, como quero, onde quero. sem interferências. de ninguém. nunca. nenhuma.
10. quer do seu jeito? compra argila e molda uma cumbuca.
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(te amo, viu?)

sugestões para uma vida sem caos

Day another day

Voltando do almoço, acendi um cigarro. Assim que acabou, fui até a lixeira mais próxima para jogar a bituca fora. “Parabéns” foi a palavra que ouvi vindo de um cara que aparentava ter uns 40 anos. Ficamos conversando sobre como o brasileiro reclama do lixo, mas não “vê” as bitucas de cigarro como lixo, que mesmo com uma lixeira do lado, muitos ainda insistem em jogar as bitucas no chão. Entrei no prédio da editora com um sorriso no rosto. Ainda existe gentileza em SP…

***

Na última sexta-feira, na Augusta, duas pessoas disseram que eu me pareço com a Leandra Leal. Eu não me pareço com ela. Mas gostei da ideia de pensar que pareço, porque acho ela linda em todos os aspectos possíveis. Sou fã dela desde descobri que ela tem uma tattoo em homenagem ao Eliott Smith. Sou apaixonada por ela desde que assisti Nome Próprio, filme baseado na obra da minha outra querida Clara Averbuck – elas, aliás, se tornaram amigas. Então, a partir de agora, eu me pareço com a Leandra Leal, ok?! Ah, descobri recentemente que ela tá fazendo parte da novela das 8. Fuck it.

***

Passo a noite de domingo dividindo a cama com o homem que eu amo. Acordo ao lado dele na segunda-feira de manhã querendo que fosse domingo outra vez.

***

Minha soulsister sempre enchendo minha caixa de entrada com coisas produtivas:

Eu tiro o meu chapéu
Para quem sabe ser feliz
Em momentos difíceis sabe
Contornar toda situação

Agora não se importe
Se as pessoas pensam que você
É um idiota, apenas olhe
Com um sorriso nos dentes
E não diga, não diga nada

Eu sigo os seus conselhos
Para viver algo que não sou
Certa vez alguém me disse:
Baby, melhor ser o que você sonhou…

Agora não se importe
Com o que os outros pensam de você
Julgar não vai te fazer forte
Aprenda e siga em frente
E não diga, não diga nada

Música do Vivendo do Ócio, banda que eu já tinha ouvido falar mas não lembrava de ter escutado. Fica a dica. Os caras são bons. E essa letra, porra, olha essa letra… Não se importe se as pessoas pensam que você é um idiota, ok? BABY, MELHOR SER O QUE VOCÊ SONHOU! O que me lembra uma do Raimundos que foi meu hino quando completei meus vinte e poucos (vinte e um, tá?): NEM POR VOCÊ, NEM POR NINGUÉM, EU ME DESFAÇO DOS MEUS PLANOS, QUERO SABER BEM MAIS QUE OS MEUS VINTE E POUCOS ANOS. Ou como diria a minha musa da adolescência, Pitty, SEJA VOCÊ, MESMO QUE SEJA ESTRANHO, SEJA VOCÊ MESMO QUE SEJA BIZARRO, BIZARRO, BIZARRO. Ok, chega de citações, já deu para sacar a ideia, né?

***

Leio essa frase no Facebook: Não cabe a você mudar as pessoas e nem sequer convencê-las. Você está livre para amar sem qualquer obrigação.

***

Quando alguém te diz que alguma coisa é a sua cara e você ama essa tal coisa e depois mais TRÊS pessoas te indicam a mesma coisa porque dizem que é a sua cara, é porque essa coisa é a sua cara mesmo, não é? Vai dizer que não é a minha cara: http://www.youtube.com/watch?v=V08Mt35MSis

PS.: Tenho ciúmes desse vídeo e só divulgo para pessoas que eu realmente gosto. Mas tive que compartilhar o fato dessas pessoas dizerem que é a minha cara… porque realmente é a minha cara.

***

E por fim, a música do dia (porque ela tocou TRÊS – de novo o número três – vezes hoje no meu celular, mesmo estando no modo aleatório): Carta de Amor, do Jota Quest.

PS.: Eu nem gosto de Jota Quest – não, não estou me fazendo de Cult, se eu gostasse não teria o mínimo problema em falar que gosto – … mas é impossível para uma pessoa como eu não ficar toda boba ao escutar essa letra.

Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo.

Amar não é ter que ter sempre certeza
É aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo e não precisar fingir
É tentar esquecer e não conseguir fugir

Já pensei em te largar,
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém,
É por você que fecho os olhos

Sei que nunca fui perfeito,
Mas por você eu posso ser
Até eu mesmo que você vai entender.
Posso brincar de descobrir desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis.
Posso tirar tua roupa,
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo, mas com você eu to tranquilo

Agora o que vamos fazer?
Eu também não sei.
Afinal, será que amar é mesmo tudo?!
Se isso não é amor, o que mais pode ser???
Tô aprendendo também

***

Ah, tinha esquecido do meu trânsito astrológico:

Procure tomar cuidado com especulações desnecessárias. Desarmonia entre Mercúrio e Lua traz uma predisposição maior do que o normal para propagar verdades distorcidas, ainda que involuntariamente. Uma atitude socialmente prudente é recomendada.

Há, neste período, uma espécie de desacordo entre cabeça e coração. A razão determina um caminho, mas o emocional quer outra coisa. Um momento de indefinições temporárias e de acentuação de contradições. As escolhas mais adequadas ficarão mais claras ao final deste período, por isso até lá não se preocupe tanto em tomar atitudes. Deixe a coisa cozinhando dentro de você, até que a certeza se manifeste.

***

That’s it, lads.

Day another day