Sabemos do seu sofrimento

“Não é mais possível dizer que não sabíamos”. É esse o título da entrevista que a Veja publicou com o neurocientista Philip Low. Óbvio que não gosto dessa revista escrota, mas a matéria é muito boa. Indicação da queridíssima Camila Strongren. Low conta por que pesquisadores se uniram para assinar um manifesto que admite a existência de consciência nos animais.

Ele e mais 25 pesquisadores da Universidade Stanford e do MIT, concluíram que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. “ISSO QUER DIZER QUE ESSES ANIMAIS SOFREM” nas palavras do próprio Low. Ele continua: “. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.”

O neurocientista ainda comenta que quando um cachorro está com medo, sentindo dor ou feliz, são ativadas em seu cérebro estruturas semelhantes às que são ativadas em humanos. Quando questionado sobre o direito dos animais, ele diz que cabe à sociedade discutir essas novas descobertas e o que elas influenciarão na militância dos direitos dos animais, mas que a descoberta já causou impacto em sua vida pessoal: “é impossível não se sensibilizar com essa nova percepção sobre os animais, em especial sobre sua experiência do sofrimento”, afirma Low, que agora pretende ser vegetariano.

Como disse a Strongren, eu – e muitos de vocês – não precisávamos de uma pesquisa dessas para saber que os animais sofrem. Mas como o mundo gira perante aquilo que é fomentado pela ciência, os dados dessa pesquisa são muito importantes. Para se ter uma ideia, são gastos 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados para pesquisas médicas. Apenas 6% de um remédio vindo desses estudos são testados em humanos, sem ao menos ter garantia de eficácia. “NÃO ACHO SER NECESSÁRIO TIRAR VIDAS PARA ESTUDAR A VIDA”, é a frase usada por Low.

Se até os melhores neurocientistas do mundo sabem que os animais sofrem e que pesquisas com eles tem eficácia muito pequena, por que ainda não avançamos no direito dos animais? Enquanto a ânsia pelo lucro for maior do que a vontade de acabar com o sofrimento, milhares de animais continuarão sendo torturados em laboratórios…

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Sabemos do seu sofrimento

Crueldade nunca mais

22 de janeiro de 2012. Saí de casa cedinho para participar da manifestação Crueldade Nunca Mais. O ato aconteceu em mais de 170 cidades! Quando cheguei ao MASP, quase não acreditei no número de pessoas que já estavam lá. Avistei, logo de cara, o Luiz Scalea, um cara que tenho como exemplo: ele é ativista e protetor, já ajudou a resgatar milhares de animais. Não pude deixar de tietar um pouquinho e claro, tirar algumas fotos.

Alguns famosos estiveram presentes e só quem esteve lá sabe como foi incrível ver todo mundo junto e misturado, gritando a uma só voz em prol dos animais. Saímos do MASP em direção à Consolação e só quando estávamos contornando a Praça dos Ciclistas me dei conta do nosso número: éramos mais de 20 mil vozes e corações. Não me contive: lágrimas rolaram pelo meu rosto. Crianças, jovens, adultos, idosos… Meu coração estava a mil, a energia era divina.

Milhares de pessoas reunidas lutando por um só ideal. Eu me arrepiava ao olhar para todos aqueles rostos pedindo o fim dos maus-tratos aos animais. Uma cena linda de se ver e incrivelmente deliciosa de se participar.

Os detalhes da manifestação podem ser conferidos nesse artigo da ANDA.

Após o final do ato, eu e mais algumas pessoas seguimos para casa da Dalva, aquela assassina que se passava por protetora de animais. A sogra dela jogou água em nós, mas não arredamos o pé. Vizinhos saíram de suas casas e se juntaram a nós. Várias emissoras de TV compareceram ao local. Os jornalistas, junto com os policiais entraram na casa da sogra dela. Não quiseram deixar nenhum ativista/protetor entrar. Avistamos dois cachorros. O primeiro deles, saiu por baixo do portão. Minha única reação foi abaixar e pegá-lo. Estava magro e LOTADO de pulgas, com as orelhas sujas e o pêlo embolado. O Luiz estava por lá e perguntou se eu tinha como dar a ele um lar temporário. Ele viria para casa e o Luiz arcaria com as despesas veterinárias. Estava tudo certo, até que a mulher quis o cachorro de volta. Não deixaríamos barato: ela assumiu o cachorro e como ele estava doente e mal tratado, ela foi indiciada por maus-tratos. O Luiz acabou levando o cachorrinho com ele, afinal, ele era a prova viva contra aquela mulher. Saí de lá sem a companhia do cachorro, mas certa de que ele vai ficar bem e de que aquela mulher vai pagar caro pelo que fez…

Crueldade nunca mais

Por um 2012 mais amigável com os animais

Já que 2011 tá quase acabando, já dá para ir pensando em 2012, né? Na verdade, acho que a essa altura do campeonato, todo mundo já tá pensando no ano que vem por aí. Resoluções de ano novo raramente são cumpridas, mas dá para mudar aos poucos e estabelecer algumas metas. No site da PETA, há várias dicas para um 2012 mais amigável com os animais. Resolvi traduzir aqui para vocês:

Deixe o velho para trás e entre com o novo! As resoluções de Ano Novo nos dão a chance de recomeçar e fazer as coisas de forma diferente. Você tem uma oportunidade de proporcionar aos animais um ano mais amigável, dedicando uma de suas resoluções a ajudá-los. Escolha uma ou todas essas resoluções e você estará no caminho certo para um ano compassivo:

1. Seja vegano. Quer tempo melhor do que o início de um novo ano para virar uma nova página e se tornar vegan? Ser vegan é a escolha mais eficaz que você pode fazer para os animais, o meio ambiente e sua saúde. Com tantas alternativas deliciosas e sem carne disponíveis, nunca houve um melhor momento para fazer a troca! Ainda não está pronto para ser vegan? Diminuir o seu consumo de carne um dia por semana já é um passo na direcção certa!

2.Faça uma limpeza nos armários. Dedicar um fim de semana para limpar o seu armário de todas as peles, lã, couro e peles exóticas e não se esqueça da cozinha e dos cosméticos: livre-se de produtos que foram testados em animais. Comprar produtos que são livres de crueldade para se certificar de que os nossos amigos peludos tenham um 2012 amigável.

3.Doar presentes. Você recebeu algum presente que você não têm idéia do que fazer com ele? Doar os presentes para um abrigo animal local ou uma organização de direitos dos animais é uma opção. Abrigos de animais estão sempre à procura de mantimentos, assim devolver os presentes de Natal que você nunca vai usar, pode se transformar em doação.

4.Prometer passar mais tempo com seu animal de estimação. Certifique-se de que seu bichinho terá um bom ano novo também, passeando e brincando mais com ele. Mesmo se você não viver com um companheiro animal, você pode fazer a diferença em algum abrigo animal. Apenas  uma hora do seu dia no fim de semana significa o mundo para os cães e gatos que vivem em abrigos!

5.Seja um ativista. Participar de protestos e eventos de divulgação em sua cidade é uma oportunidade de emprestar sua voz ao movimento pelos direitos animais.

Estas são apenas cinco sugestões de resoluções amigáveis, mas você pode fazer muito mais!

E aí, vai encarar?!

Por um 2012 mais amigável com os animais