Futebol Social Clube

Papo sério: futebol. Sim, futebol. O esporte mais queridinho do Brasil (e de quase o mundo inteiro). Cresci numa família de corinthianos. Ouvindo e assistindo jogos e tal. Mas até mais ou menos os 11 anos de idade, não me interessava muito. Logo as coisas mudaram. Eu ia muito, junto com meus pais, ao shopping Butantã, aos domingos. Achava lindo ver o pessoal indo ver os jogos no Morumbi. Comecei a acompanhar os jogos do São Paulo e tchrãm: ali nascia uma são-paulina.

Mas esse texto não é necessariamente sobre mim. É sobre como o futebol continua sendo tratado como forma de alienação da massa. Eu ainda não tinha nascido nos anos 80, mas foi naquela época que essa tese de “alienação futebolística” começou a ganhar força. Fazia sentido: foi visível o investimento do governo na Copa de 70, tentando usar o futebol como forma de enaltecer o Brasil e fazer todo mundo esquecer-se do regime militar.

Olhando mais a fundo, a natureza maniqueísta de algumas afirmações da época, um certo preconceito (que infelizmente ainda persiste) com a dita cultura popular e a falta de entendimento acerca do papel do esporte na formação cultural nacional foram alguns dos fatores que desencadearam essa lógica. Futebol era assunto “muito pouco sério”.

Claro que vários governos buscaram – e ainda buscam – usar o futebol como ferramenta de propagação de um suposto sucesso de suas ações. É certo que o futebol pode, sim, ser utilizado como estratégia de alienação – assim como a religião, a moda, e até mesmo o próprio trabalho. Ou seja, por que todo esse blablabla só em cima do esporte?!

Conclusão: a alienação não vem a partir do futebol ou de qualquer outro esporte. A alienação vem de uma sociedade que tem preguiça/medo/não aprendeu a pensar. Porque se fosse assim, EU seria uma alienada. Yeah, eu gosto de moda/futebol/tenho minha fé e espiritualidade. Nem por isso entendo menos de política ou me preocupo menos com o bem-estar dos animais. Uma coisa não exclui a outra, saca?

O governo usando ou não o esporte como maneira de se autopromover não exclui o papel de inclusão e de paixão que o futebol tem na sociedade. Aliás, existem vários artigos sociológicos falando sobre a importância do futebol/esporte em uma nação. Aqui você encontra um bem interessante, que fala, inclusive, sobre a violência de algumas torcidas – papo seríssimo que merece ser abordado em outro post.

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